sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tributo ao Amor

Ai de mim!
Queria dizer ai de ti!
Que não me corrompeu com seu jeito,
Tão pouco me embriagou com seu gosto,
Sequer flagrou-me, em noite fria de verão.

Púrpura, cinza, prata...
Não bastasse divagar o que em riste furtou-se a aconchegar em meu peito!
Faz parecer corpo etéreo,
Sua eterna ausência em meu colo.

Ai de ti sim...
E tão lindo... Cegou-me o sorriso.
E de maravilhosa forma ser...
Sombreou o majestoso astro por detrás da cortina, que nem mesmo abriu-se!

Que da próxima lágrima, una-se a sua!
Talvez juntas, encontrem forma de acalentar a esperança acompanhante dos sentidos,
Que insistentes em renascer ao cantar da ave, desafiam a propagação da cobrança dos tributos do ontem.

E a censura rompendo este corpo, não trará conseqüências maiores, que o desconhecimento do seu nome.

Pois seja feito o que de direito for...
E que o resultado aconteça antes de amanhã.
Que depois disso, possa não existir lugar habitável dentro de mim,
Reservado a você...
Amor.

By Eliane .g. mizae

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