quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Não, de jeito nenhum posso culpar minhas tristezas por nada, seria injusto.
Graças á elas, fiquei reclusa, graças á elas, parei, refleti, repensei mil e uma vezes meus atos, minhas atitudes com os outros, chorei, gritei, me isolei de tudo. Perdoei. 
Graças as minhas tristezas, pude compreender tantas coisas. 
Graças as minhas tristezas, me tornei mais forte, mas madura, mais preparada pra vida. Aquela fragilidade que existia, acabou. Sinto-me pronta.
 Foram momentos terríveis, contudo, sou grata a essa tristeza que senti um dia e que me acompanhou por muitos anos, parecia uma doença crônica sem cura, até que entendi, que EU era a cura, eu era a solução, que eu estava passando por tudo aquilo, não era á toa.
 Como culpar a tristeza, se ela só benefícios me trouxe? Seria injusto. 
Tudo passa , tudo passa nessa vida,.. até aquela dor mais profunda e devastadora passa. 
E sabe qual é o gostoso de tudo? Hoje, eu rir e rir muito do que passou, 
do que machucou, do que fez chorar. 
E como se nada tivesse acontecido, dizer, como pude descer tão profundo por causa disso? 
hoje, eu vejo o que um dia foi um gigante devastador, como uma coisinha miúda, mas Foi duro, foi doído e como toda ferida grave e profunda, parou de sangrar, cicatrizou, mas a marca deixou. 
Mas qual mulher madura, experiente e atrevida não carrega as suas marcas? são necessárias.
 E quer saber? são bem vindas, se forem para me tornar, cada dia mais forte. Grata!

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